Cidades do Vale do Itajaí terão simulado de reação a desastres

15/05/2018 17:20:00
Blumenau, Gaspar, Pomerode e Itajaí participam da ação que vai até quinta-feira.

A situação prevista para Blumenau é caótica. Na régua, o Rio Itajaí-Açu chega à marca de 15,85 metros – a segunda maior da história da cidade, atrás apenas de 1880, quando segundo os registros a água alcançou 17,1 metros. Nas últimas 48 horas, dados do AlertaBlu indicam que choveu 385 milímetros, muito acima da média prevista para o mês. Esse aguaceiro resultou em enxurradas, inundações, deslizamentos e agravou ainda mais a situação. A previsão do tempo não é otimista. Meteorologistas indicam que há chance de chover mais 150 milímetros nos dois dias que virão pela frente, o que pode trazer ainda mais transtornos ao município. No prédio da prefeitura, a água chega próximo ao primeiro andar, enquanto a garagem já está completamente inundada. Todos os abrigos já foram abertos e, além de pessoas desabrigadas e desalojadas, há também famílias ilhadas em alguns pontos da cidade.


É com esse contexto que ocorre entre hoje e quinta-feira no Vale do Itajaí a maior simulação de desastres já feita em Santa Catarina. O treinamento envolve equipes de BlumenauGasparPomerode e Itajaí e vai englobar mais de mil pessoas em ações direcionadas. São desde operações de resgate de pessoas em desbarrancamentos, desobstrução de vias, transporte aéreo de feridos, entre outras. Hoje, um dos principais momentos da simulação ocorrerá à noite, em Blumenau. A situação prevista envolve um deslizamento com 20 pessoas atingidas e cinco feridas. Todos os órgãos e defesas civis dos municípios estarão envolvidos. Outra ação delicada e que chamará a atenção ocorrerá amanhã pela manhã no Itajaí-Açu. Isso porque, para poder resgatar pessoas em situação de risco, dezenas de agentes públicos estarão envolvidos na montagem de uma ponte móvel que ligue os bairros Ponta Aguda e Centro, próximo à Ponte de Ferro.

Na opinião do secretário de Defesa do Cidadão de Blumenau, Rodrigo Quadros, embora o simulado – como o próprio nome já diz – seja com base em situações hipotéticas, ele é essencial para garantir que, na hora H, todos os procedimentos estejam definidos. A analogia é com o futebol: para que um time esteja pronto para o jogo é preciso que ele esteja bem treinado e pronto para enfrentar os obstáculos que surgem no meio do caminho.

– É preciso treinar situações caóticas para entender o que fazer em determinados momentos. Assim se treina, se adapta ao estresse e faz o entrosamentos com Guarda de Trânsito, Polícia Militar, Bombeiros. Há um alinhamento que facilita muito para a situação real. Você sabe quem é quem em cada órgão, já sabe o tempo de resposta de cada um. Tudo isso ajuda – pondera Quadros.

Melhorar o tempo que se perde nos deslocamentos e em atendimento a ocorrências é um dos principais objetivos desse simulado. Por se tratar de vidas em risco no caso de desastres naturais, qualquer minuto a mais ou a menos pode fazer a diferença.

O alerta do Estado é para que as pessoas não se assustem com a movimentação de viaturas e aeronaves que ocorrerá entre as principais rodovias do Vale do Itajaí durante esses três dias.

Fonte: JSC

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  • Autor: Foto: Patrick Rodrigues