Ex-padre é condenado a 13 anos e 6 meses de prisão por homicídio

11/08/2017 11:33:00
Maximino Vicenci foi condenado pelo crime de homicídio qualificado e ocultação do cadáver de sua esposa, Terezinha Moraes Soave (62 anos)

O Conselho de Sentença do Fórum da Comarca de Balneário Piçarras condenou Maximino Vicenci a 13 anos e 6 meses de prisão em regime fechado pelo crime de homicídio qualificado e ocultação do cadáver de sua esposa, Terezinha Moraes Soave (62 anos) – no dia 26 de março de 2016. O júri popular foi realizado ao longo desta quinta-feira, 10, cuja sentença final foi lida por volta das 16h30 pela juíza de Direito, Regina Aparecida Soares Ferreira.

 

“Estou satisfeito com a sentença. A pena condiz com o crime cometido”, definiu o promotor de justiça da 2ª Vara do Ministério Público do Estado (MP/SC), Luiz Felipe de Oliveira Czesnat. Da sentença, 12 anos e 6 meses condizem com o crime de homicídio qualificado (por asfixia) e mais 1 ano por ocultação de cadáver. O MP/SC ainda queria que Maximimo fosse acusado de ter cometido o crime por desavença religiosa, tese afastada pela defesa durante o julgamento.


Um dos seis advogados do acusado, Thiago Augusto Naico Rosa, disse ao Jornal do Comércio que pretende recorrer da sentença, mas que o colegiado de defesa ainda vai se reunir antes de definir qual linha seguir. “Vamos nos reunir, mas muito provavelmente vamos recorrer, já que parte da denúncia não foi aceita”, comentou. Durante o julgamento, a defesa apresentou a tese de homicídio privilegiado, que é quando o réu comete um crime movido sob o domínio de uma compreensível emoção violenta, desespero ou motivo de relevante valor social ou moral.


“Observamos que o Conselho de Sentença não compreendeu o que realmente é homicídio privilegiado”, completou Thiago. O júri desta quinta-feira foi formado por seis homens e uma mulher, que sacramentaram a culpabilidade de Maximimo no crime. Ao longo do julgamento, a defesa argumentou que o réu era uma pessoa de personalidade tranquila, e que teria sido provocado por Terezinha durante longo tempo até que uma simples discussão teria ganho proporções maiores – resultando no homicídio.


A defesa ainda alegou que asfixia foi acidental, como um excesso de força, enquanto Maximino tentava se defender de uma mordida no dedo. De acordo com as investigações, o crime foi cometido por volta das 20h. “Ela estava lendo um livro e ele foi tentar tirar dela, e ela avançou nele, na versão dele. E ela avançou nele, e ele estava cortando temperos para a comida e pegou a tábua e deu na cabeça, por trás. Ela usava uma tiara de cabelo, que acabou furando a cabeça dela. Sangrou muito e ela caiu”, disse o delegado Wilson Masson, na época das investigações, explicando o início da briga final.


Na mesma noite do crime, o réu confesso limpou a cena do crime e tentou não deixar vestígios do crime. Esperou até o dia seguinte para desovar o corpo de Terezinha, jogando-o na Serra da Dona Francisca.


Maximimo, que é um ex-padre e cabeleireiro, seguirá preso no Complexo Penitenciário de Canhanduba, em Itajaí, onde já está desde o dia 18 de abril.

Fonte: Jornal O Comércio

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  • Autor: Jornal O Comércio