Bolsonaro defende proposta do ministro da Educação de tirar dinheiro de cursos de Filosofia e Sociologia

27/04/2019 10:22:00
Segundo o presidente, a função do governo é "respeitar o dinheiro do contribuinte, ensinando para os jovens a leitura, escrita e a fazer conta"

Após o ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmar que irá priorizar áreas que, segundo ele, "geram retorno, de fato", e eliminar das universidades os cursos de Filosofia e Sociologia, o presidente Jair Bolsonaro utilizou o Twitter, na manhã desta sexta-feira (26), para defender a ideia de reduzir investimentos nas ciências humanas.

 

"O Ministro da Educação estuda descentralizar investimento em faculdades de Filosofia e Sociologia (humanas). Alunos já matriculados não serão afetados. O objetivo é focar em áreas que gerem retorno imediato ao contribuinte, como: veterinária, engenharia e medicina", escreveu o presidente em uma das postagens. 


Em uma outra publicação, finalizou:  "A função do governo é respeitar o dinheiro do contribuinte, ensinando para os jovens a leitura, escrita e a fazer conta e depois um ofício que gere renda para a pessoa e bem-estar para a família, que melhore a sociedade em sua volta".


Em uma transmissão ao vivo na conta do presidente da República no Facebook, na noite de quinta-feira (25), Weintraub utilizou como exemplo o Japão, país que adotou medidas semelhantes, mas não informou como exatamente irá funcionar no Brasil, apenas garantiu que os atuais alunos destes dois cursos não serão afetados. 


— O Japão, que é um pais muito mais rico que o Brasil, está tirando dinheiro público, do pagamento de imposto, de faculdades que são tidas como faculdades que já são para pessoas muito ricas, como Filosofia. Pode estudar Filosofia? Pode. Mas com dinheiro próprio. Esse dinheiro, que ia para faculdades de Filosofia e Sociologia, eles colocam em faculdades que geram retorno, de fato, como Enfermagem, Veterinária, Engenharia e Medicina — afirmou.


Ainda na mesma transmissão, o ministro informou que não é preciso se preocupar em relação à aplicação das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), alegando que elas não serão canceladas. Ele ainda deu uma dica aos estudantes sobre o conteúdo do exame:


— Acho que questões ideológicas muito polêmicas como no passado não vão acontecer este ano. Minha sugestão: foquem mais na técnica de escrever, interpretação de texto. Foquem muito em matemática, ciências, em realmente num aspecto que a gente quer desenvolver, o conhecimento científico, a capacidade da pessoa de desenvolver novas habilidades — disse. 

Fonte: NSC TOTAL

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