O sigilo quebrado do governador

06/06/2017 08:03:00
A decisão do ministro Luiz Felipe Salomão, do STJ, de autorizar a quebra do sigilo telefônico do governador Raimundo Colombo e de vários dos colaboradores representa um fato novo nos desdobramentos da Operação Lava-Jato

A decisão do ministro Luiz Felipe Salomão, do STJ, de autorizar a quebra do sigilo telefônico do governador Raimundo Colombo e de vários dos colaboradores representa um fato novo nos desdobramentos da Operação Lava-Jato. É consequência das delações da Odebrecht sobre supostas propinas, via caixa 2, para a campanha política da reeleição. O governador destacou que a medida vai ajudar a esclarecer os fatos.

A investigação é relevante para todos os partidos e para a população. Poderá determinar, por exemplo, se Colombo mantém a intenção de renunciar ao governo em 2018 para concorrer ao Senado ou se as circunstâncias o obrigarão a permanecer até o final do mandato.

O governador tem evitado falar à imprensa sobre as delações e sobre o futuro político. Adota uma estratégia ¿voltada para a agenda¿, destacando iniciativas, visitas, inaugurações e fatos positivos da gestão estadual para que a delicada questão das delações vire a página.


A amigos mais próximos, não esconde desânimo com a situação, enfatizando sempre que os recursos de campanha vieram do diretório nacional, que o PSD desconhecia as origens ilícitas e que jogou nos termos das regras do jogo na época.

O futuro da política catarinense, como a nacional, continua imprevisível. Ninguém sabe o que vem por aí, se Michel Temer fica ou será cassado, as novas delações e prisões da Lava-Jato e, principalmente, os estilhaços das novas granadas sobre Santa Catarina.


Delações
Justiça Federal de Florianópolis submeteu ao Ministério Público Federal as delações de diretores do grupo Odebrecht envolvendo a ex-senadora Ideli Salvati e o ex-deputado e ex-prefeito Carlito Merss, ambos do PT catarinense. As investigações sobre o ex-prefeito de Navegantes Roberto Carlos de Souza (PSDB) começam a tramitar na Justiça Federal de Itajaí. 


E o pedido de inquérito contra o ex-prefeito de Laguna Jaison Cardoso de Souza (PSDB) será examinado pela Justiça Estadual a pedido do Ministério Público Federal. Todos foram citados por receberem propinas da Odebrecht.


Fonte: DC

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